Arte urbana traz o clima artsy para a edição Noir Pop do Evento

Vera Masi- Diretora da Bijoias
Crédito: Persona Consultoria de Comunicação
76ª BIJOIAS– a maior feira profissional do setor de bijuterias, acessórios e semijoias da América Latina – acontece nos dias 15 e 16 de fevereiro, no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista, apresentando os lançamentos de cerca de 150 Expositores para o Outono-Inverno 2017.

 Sempre antenada com as principais tendências de comportamento, a BIJOIAS traz o artsy– inspirado nas diferentes formas de arte – para o tema da edição Noir Pop, retratando um mood contemporâneo que deseja mais humor e cor. A arte urbana invade o Evento com esculturas, objetos de arte, projeção digital em 3D e paredes grafitadas.

Vera Masi, diretora executiva da B8 EVENTOS, empresa que promove e organiza a BIJOIAS, destaca:“A relação da moda com a arte é íntima e cresce a cada dia, evidenciando a vontade do consumidor de querer mais beleza e estética em seu guarda-roupa, como uma forma de expressão pessoal que permite brincar com cores, estampas, formas, texturas. E a arte urbana – incluindo o graffiti – é um retrato fiel do estilo artsy que aproxima as manifestações artísticas das pessoas, por isso, investimos em um cenário que transmita tudo isto, promovendo a interação dos lojistas e expositores com uma arte viva”.

O artista e designer Alexandre Stefani terá algumas de suas esculturas orgânicas. Seu trabalho atual é sempre inspirado na natureza e busca fazer renascer a madeira através de um material frio, urbano e industrial, como o alumínio. De forma crítica, mas poética, cria uma floresta de alumínio em que flores, plantas e árvores resgatam fragmentos de madeira e os fazem florescer e brotar, dando origem a uma flora urbana que quer resgatar a consciência da necessidade da preservação da natureza, do seu uso racional e consciente, sem nunca deixar de exaltar sua beleza.



Cesare Pergola, arquiteto e artista italiano radicado em São Paulo desde 2009, apresenta seus trabalhos em projeção digital 3D. Começou a trabalhar com arte no final da década de 1970 em uma plataforma multimídia, que inclui performance, instalação, vídeo, fotografia, arte digital e pintura. Sua poética oscila entre a definição do espaço físico, conceitual, mensurável e configurável, que parece não ter uma colocação geográfica ou histórica, e a força primitiva do corpo humano, sensorial, erótico e imprevisível. Esses dois mundos se encontram em uma "arquitetura sensorial", um espaço emocional em experimento contínuo entre o controle e o abandono.

O artista visual e fotógrafo, Lula Ricardi, de São Paulo, apresenta cartazes com intervenções artísticas em cima de joias confeccionadas por Francisco Orjales. Formado em arquitetura e urbanismo, Lula desenvolve suas pesquisas em colagens, objetos, gravuras digitais, desenhos e fotografia. Já realizou duas exposições individuais e participou de diversos salões, incluindo o 8° Salão de Artistas sem Galeria, com fotografias da série “Pós-Capitalismo”, que este ano foi realizado nas galerias Sancovsky e Zipper Galeria, em São Paulo, além de exposições coletivas. Em 2016 foi premiado no 4º Salão de Outono da América Latina com a foto "Hipermercado", entre outras premiações de 2013 até agora.




Frenesi, nome artístico adotado por Rafael Campos Barboni, começou seu trabalho com arte urbana em 2004, na região de Interlagos, zona sul de São Paulo.  Sempre desenhando e observando a arte de rua, iniciou com tags e aprofundou-se no estudo do graffiti. Percebeu, no decorrer do tempo, que diversão pode se tornar profissão, levando arte para o cotidiano. Busca em seus traços referências e abstrações na natureza. Gosta de criar formas com referências do estilo bomb, sombras desgovernadas não obedecendo ao que é padronizado. Aplica técnicas que usa na rua, em suas telas, e folhas. Usa pincéis, rolinhos, spray, lápis, enfim, materiais que dão vida a seu imaginário. O apelido Frenesi é o significado de seu mundo paralelo abstrato.



Grego é o nome artístico de Rodolfo, que deixou de se queixar da adolescência sem perspectiva quando enxergou a possibilidade de mudar seu destino através da arte.  Da necessidade da identidade artística, encontrou na história dos gregos a inspiração para aderir ao que já admirava! Grego tem 34 anos, mora na periferia de São Paulo. Egresso do 5º semestre do curso de Artes Visuais do Centro Universitário Belas Artes, da mesma cidade em que mora, deixou a última agência de Design Digital para se dedicar ao que mais gosta de fazer: pintar as ruas.

João Víctor, JV, nasceu em Brasília/DF e depois mudou-se com a família para Goiânia e São Paulo. Mãe pintora e pai violonista. Foi o suficiente para a arte entrar na família e nunca deixá-la. Entusiasta de qualquer tipo de processo artístico, JV já se enxergava uma parte dele. Aos 17 anos, influenciado por tatuagens, começou a se envolver com a geometria e, aos 21, casou-se com ela.

Com formação artística que não passou pelos espaços formais acadêmicos, desenvolveu sua própria arte geométrica e simétricacom muita atenção e cuidado. Sem limites de superfícies de trabalho, cria sua arte em papel, telas, madeiras e, por fim, paredes e muros. Unindo a paixão pela geometria à paixão pela cultura hip-hop, iniciou-se nos graffitis e na arte urbana.


Fabiano Serencovich, 24, conhecido como SENK, nasceu e cresceu em São Mateus, no bairro Jardim Santo André. Desde pequeno andava pelas ruas do bairro admirando os muros grafitados e cada vez mais crescia uma vontade de fazer parte daquele mundo. Deu início a seus primeiros traços em 2007, nos muros da escola onde estudava. Estudou história em quadrinhos, mas ainda não se sentia à vontade com seu traço. Veio, então, uma longa busca de referências para encontrar um estilo próprio. Iniciou em 2011 o curso de Publicidade e Propaganda, e assim abriu sua mente para outras formas de arte, proporcionando novas dimensões para seu trabalho.

Hoje seus personagens caricatos possuem anatomias exageradas, com mãos e braços de proporções fora do comum, pele rosada e cabelos coloridos. Seu trabalho possui toques de surrealismo e psicodelismo, com personagens saindo uns de dentro dos outros, rostos flutuantes quase sempre com sexo indefinido, deixando para os espectadores a interpretação de suas obras. É a visão de cada pessoa que propicia um novo entendimento para elas. Dados os diferentes olhares, a obra nunca é a mesma para todos. Fez parte do Mural Graffiti na Avenida 23 de Maio, realizado pela Prefeitura da Cidade de São Paulo em 2015.

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