Como fazer o seu animal de estimação viver mais

Crédito: Divulgação/ Cão.com
































Alimentação balanceada, atividades físicas e prevenção a doenças estão entre os fatores que vêm prolongando a vida de cães e gatos



Todo mundo que tem animais de estimação sabe: queremos que eles vivam o máximo possível. A boa notícia é que a longevidade dos Pets vem crescendo e teve um salto nas últimas três décadas. Nos cães de pequeno porte passou de 9 anos para 18 anos, nos de grande porte de 7 para 13 anos e entre os gatos, de 10 para 20 anos*.
 Mas para garantir a permanência do bichinho por muitos anos ao nosso lado é preciso tomar uma série de cuidados. O médico-veterinário Luciano Granemann e Silva, membro do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina e proprietário da Cão.Com, afirma que a base da saúde de cães e gatos é a dieta equilibrada somada à atividade física e à prevenção.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), as necessidades nutricionais de cães e gatos mudam de acordo com as diferentes fases da vida, por isso é importante que a alimentação seja adequada e respeite as particularidades relacionadas à idade e condições de saúde de cada animal. Até mesmo problemas de saúde podem ser amenizados e tratados com a dieta correta, entre eles obesidade, diabetes mellitus, doença renal crônica, de pele e do trato urinário.
A atividade física regular, como as caminhadas diárias, é essencial para manter a saúde, o bem-estar e a forma dos cães. Assim como no ser humano, os exercícios aceleram o metabolismo, previnem a obesidade, trabalham o sistema cardiorrespiratório, auxiliam na digestão, evitam o estresse e mantêm o tônus muscular e as articulações flexíveis.
Prevenção a doenças
Outro fator importante é o aumento da conscientização quanto à necessidade de não apenas tratar as doenças, mas de preveni-las. Resguardar seu pet de doenças inclui cuidados com a higiene dos animais, além de vacinação e visitas periódicas ao veterinário.
Embora hoje existam diversas especialidades veterinárias, Luciano alerta que é importante a escolha de um clínico geral, um profissional que conheça todo o histórico do animal e que pode orientar a família quanto à prevenção e alimentação, além de indicá-lo para um especialista sempre que necessário.
Mas quando esses cuidados devem ser iniciados? No primeiro dia de convívio com a família, respeitando os cuidados para cada fase de vida. Luciano aconselha uma primeira avaliação mais criteriosa entre um e dois anos de idade, quando o animal atinge a maturidade. “Geralmente até os cinco, seis anos, não terão muitos problemas de saúde, se fizerem acompanhamento e forem vacinados. Depois dos sete anos, começam a padecer”, afirma.
Uma alternativa interessante é o plano de saúde para cães e gatos. Luciano explica que Florianópolis foi pioneira no Brasil nesse conceito, criado em 1985 e que continua sendo praticado desde então pelas clínicas da cidade. “A Cão.Com, por exemplo, oferece hoje 15 tipos de planos, customizados de acordo com as necessidades do animal. São uma alternativa vantajosa para quem preza por um cuidado completo, oferecendo um valor médio mensal para serviços como consultas, vacinas, cirurgias, internações, banhos e tosa. A economia é de pelo menos 20% ao longo do ano”, garante.

Doenças mais comuns
É normal o aparecimento de algumas doenças em cães e gatos de meia idade. Entre os problemas mais comuns estão os renais, cardiopatias, cânceres, diabetes e artroses. “Quanto mais cedo ele for diagnosticado, maiores as chances de tratamento e cura, além de poder proporcionar uma melhor qualidade de vida para o animal”, afirma o veterinário Luciano.
Entre os que não foram castrados há uma maior incidência de câncer de próstata e útero, daí a importância do procedimento quando ainda são jovens. “No ano passado, realizamos a campanha Novembro Azul na clínica, incentivando os clientes a trazerem seus cães para exames, e verificamos um grande número de casos”, conta Luciano.

Cases que servem de exemplo
A blogueira Sharom Caroline Boehme de Andrade tem um Yorkshire Terrier de 12 anos que esbanja saúde. A rotina de Bily inclui cuidados com a alimentação, caminhadas duas vezes por dia, vacinação e exames periódicos. “Procuro alimentá-lo somente com ração de boa qualidade e acredito que as caminhadas diárias fazem toda a diferença, assim como para o homem. Também é fundamental levar o pet a uma clínica veterinária bem equipada e com profissionais qualificados”, conclui Sharom.
Yuki é a alegria da casa da educadora física e fisioterapeuta Claudia Lima. A Lhasa apso, que está com a família desde o nascimento, vai completar 11 anos em junho e, apesar da idade avançada, tem a saúde perfeita e é super ativa. “Ela não tem nenhuma doença, nem problema de coluna, que é comum nessa raça. Quando falamos a idade dela, ninguém acredita, pois não aparenta”, afirma. Mas qual o segredo de Yuki? Claudia conta que ela é vista como uma extensão da família e recebe os mesmos cuidados que os demais membros. “Assim como com minha filha, se percebo que a Yuki está com alguma dor ou desconforto, levo-a ao veterinário. Também toma todas as vacinas, faz limpeza de tártaro. E ela se sente bem aqui em casa, acolhida, amada”, afirma.
*Fonte: levantamento publicado em 2014 pelo Hospital Veterinário Sena Madureira, referência em São Paulo, com dados coletados a partir dos anos 1980. O estudo avaliou 120 mil cães tratados no período.

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